Poesias, Contos e Crônicas de Marc Souza e mais, as principais notícias culturais do Brasil e do Mundo
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
sábado, 8 de novembro de 2014
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domingo, 21 de setembro de 2014
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
DESTINO
Eles se amavam muito. Amavam-se perdidamente. Eram almas gêmeas. E apesar da pouca idade, faziam muitos planos para o futuro.
Quando casariam...
Quantos filhos teriam...
Em todos planos e sonhos que tinham em comum, eram um casal feliz. Uma família feliz.
Mas o destino...
Ah! O destino! Tantas vezes herói. Outras tantas vilão. Responsável por nossas alegrias e tristezas. Por nossas realizações e decepções.
O destino resolveu agir, e não foi o herói.
De repente eles foram separados. Jovens demais nada puderam fazer, além de aceitar o que pelo destino lhes fora imposto.
Os anos passaram e eles tiveram outros amores.
Amores possíveis, impossíveis.
Por amor sofreram. Por amor choraram. Por amor fizeram planos, sonharam.
Viveram as suas vidas. Percorreram seus caminhos.
Até que o destino...
Ela estava no consultório médico quando ele entrou. Olharam-se vagarosamente se analisando mutuamente. Passada a tensão inicial, começaram a conversar.
Ela levava seu filho ao pediatra, enquanto ele, sua filha.
Ambos haviam se casado, mas, já estavam separados.
Trocaram endereços. Telefones.
Naquela noite nenhum dos dois conseguiu dormir. O destino novamente agira.
O destino...
Mal o dia havia amanhecido e ele já estava na frente da casa dela.
Pensou em ligar antes, mas, desistiu. Iria fazer-lhe uma surpresa. Iria se declarar a ela. Abrir o seu coração. Dizer que a amava, que sempre a amou. Que, em toda a sua vida ela era o seu único e verdadeiro amor.
Do outro lado da rua, havia mais felicidade. Ela estava feliz. O destino novamente lhe sorrira. E ela havia reencontrado o grande amor da sua vida. Ela não perderia tempo, ira se declarar a ele dizer que o amava e que ele era seu grande amor. Seu verdadeiro amor.
Em frente à casa do seu amor, ele observa a movimentação. Esta esperando a melhor hora para fazer aquilo que esperou a vida inteira.
E, mais uma vez, o destino age. A porta se abre e ela surge: Linda, maravilhosa.
Hipnotizado por tamanha beleza ele parte em sua direção. Vai ao encontro da sua alma gêmea. Do grande amor da sua vida. Extasiado. Maravilhado. Realizado.
Então, ele é atropelado por um ônibus, que apesar de frear bruscamente, não consegue parar antes de acertá-lo, deixando-o caído, sem vida, próximo à sarjeta.
Ah, o destino!
O destino é &%$#
Marc Souza
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
O CELULAR
Estava
muito feliz pelo presente que dera a si mesmo. Havia muito tempo sonhara com um
presente desses, agora ele se tornara uma realidade. O sonho fora realizado.
De
agora em diante ele também teria um desses celulares de causar inveja às
pessoas. Um celular de última geração, destes que são usados nos países mais
adiantados tecnologicamente, como Estados Unidos e Japão.
Um
celular à prova d’água, internet de última geração, anti-risco, com comandos de
voz, destravamento por íris, enfim, um celular completo. Um celular de última
geração, destes utilizados nos filmes de ficção científica.
Seu
orgulho era tamanho que nem deixou a vendedora embrulhar o presente. Ficava
namorando-o. Olhando-o apaixonadamente. No carro colocou no banco do carona ao
lado do celular velho e, a cada parada, olhava-os comparando os dois.
“Que
lixo eu tinha” pensava. “Nem sei como eu não tinha vergonha de andar por aí com
um celular desses, tão... tão feio. Horrível.”
O
sinal estava vermelho. Ao parar o carro percebeu que uma mulher que estava no
carro do lado estava olhando-o. Era uma mulher linda. Tão linda que o deixou
hipnotizado. Não conseguia desviar o olhar. Estava apaixonado.
“Meu
Deus!” – ele pensou – “Que mulher linda!” “O que eu faço, o sinal vai abrir e
eu não posso perdê-la.”
Então
veio à sua mente uma idéia genial. Quando o sinal abriu ele jogou um de seus
celulares dentro do carro dela, assim, quando chegasse em casa ele ligaria para
ela, e marcaria um encontro, nem se fosse para ela devolver o celular.
Acelerou
o máximo que pode. Queria chegar em casa o quanto antes para ligar para aquela
que ele acreditava ser o seu amor.
Que
dia maravilhoso, realizara seu sonho de consumo, e conhecera o amor da sua
vida.
No
entanto ao parar o carro na garagem não pôde acreditar no que viu; Foi quando
percebeu que o celular que jogara no carro da mulher não fora o celular velho e
sim, o novo, que nem chip tinha.
Marc
Souz
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Entre pai e filho
Seria
um dia só para os homens da família. Um dia onde tomariam sorvete, andariam
pela cidade à toa. Visitariam lojas de artigos esportivos e no final da tarde,
assistiriam a um jogo de futebol.
Um dia perfeito!
Levantaram cedo e saíram para
cumprir todo o cronograma elaborado pelo pai. A primeira experiência que teriam
juntos. Somente os dois. Pai e filho. Filho e pai. Um dia para conversarem. Para
se divertirem. Para realmente se conhecerem. Afinal, a correria do dia a dia
não deixava que eles fizessem programas só entre os dois.
O dia estava correndo perfeitamente
bem. Entraram em uma loja de artigos esportivos. O pai estava muito ansioso,
queria saber qual dos esportes seu filho mais se identificaria. É claro que o
pai tinha suas preferências, mas, procurou observar o filho de longe, deixando
caminhar livremente pela loja e conhecer todos os artigos esportivos e , claro,
conhecer todos os esportes.
O menino andou, andou, andou. Andou
por entre chuteiras, tênis de futsal, vôlei, basquete, sapatilhas de corrida,
luvas de boxe, de goleiro, capacetes, protetores, enfim, o menino andou a loja
toda. Conheceu os mais inúmeros esportes e artigos esportivos. Mas, não demonstrou
interesse algum, por qualquer que fosse o esporte.
Vendo a indecisão do filho o pai
começou a ficar ansioso, na verdade, desanimado. Ele sempre fora muito ligado a
esportes. Jogou futebol na adolescência e ainda, nos dias atuais jogava uma
pelada com os amigos, uma vez por semana. Ele queria que seu filho se
interessasse por algum esporte. Não precisava ser futebol. Qualquer um servia. Afinal,
esporte é saúde. Dedicação. Disciplina...
Já estava desistindo quando viu um
brilho no olhar do filho, seguido de um sorriso. Ele havia encontrado o que
procurara o tempo todo. Havia se identificado com um esporte. Orgulhoso o pai
foi ao encontro do filho, que entregou-lhe um par de sapatilhas de ballet.
No caminho da volta para casa não
trocaram uma palavra sequer.
Mas o pai percebeu toda a satisfação
do filho pelo presente que ganhara. Não era o que ele esperava, mas, sentia-se
feliz também.
Há, eles não passaram no estádio
para assistir ao jogo de futebol, ia ficar tarde para a apresentação do ballet,
à noite, no Teatro Municipal.
Marc
Souza
terça-feira, 22 de julho de 2014
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