segunda-feira, 18 de abril de 2016

Veja lista completa dos dez filmes mais visto no fim de semana no Brasil


1 - "Mogli: O Menino Lobo" - R$ 9,48 milhões em bilheteria e 569 mil ingressos vendidos
2 -"Batman vs Superman" - R$ 7,58 milhões em bilheteria e 454,2 mil ingressos vendidos (acumulado de R$ 115,1 milhões e 7,3 milhões de ingressos)
3 - "Zootopia" - R$ 1,8 milhão em bilheteria e 135,2 mil ingressos vendidos (acumulado de R$ 34,8 milhões e 2,4 milhões de ingressos)
"Invasão a Londres" - R$ 1,5 milhões em bilheteria e 96,1 mil ingressos vendidos (acumulado de R$ 5,5  milhões e 379 mil ingressos)
5 - "Rua Cloverfield, 10" - R$ 971,3 mil em bilheteria e 62,7 mil ingressos vendidos (acumulado de R$ 3,6 milhões e 258,6 mil ingressos)
6 - "Deus Não Está Morto 2" - R$ 750,7 milhão em bilheteria e 52,9 mil ingressos vendidos (acumulado de R$ 3 milhões e 239,2 mil ingressos vendidos)
7 - "O Escaravelho do Diabo" - R$ 639,1 mil em bilheteria e 43,5 mil ingressos vendidos 
8 - "Ave, César" -  R$ 511,6 mil em bilheteria e 25,3 mil ingressos vendidos
9 - "Mente Criminosa" - R$ 494,7 mil em bilheteria e 27,9 mil ingressos vendidos
10 - "Truman" -  R$ 271, mil em bilheteria e 15,3 mil ingressos vendidos

Mogli arrecada R$ 9,4 milhões e desbanca "Batman vs Superman" da liderança

A superprodução live-action da Disney, "Mogli: O Menino Lobo", chegou semana passada aos cinemas e tomou a liderança no ranking dos filmes que mais arrecadaram no período entre quinta-feira (13) a domingo (17), segundo dados da empresa de monitoramento comScore.
As aventuras do garoto selvagem desbancaram "Batman vs Superman", conseguindo arrecadar R$ 9,45 milhões nas bilheterias e atraindo um público de 569.078 pessoas, enquanto o filme da DC Comics fez R$ 7,58 milhões e levou 454.234 curiosos ao cinema.
"Mogli" conseguiu atrair mais público do que "Zootopia", por exemplo, que na semana de estreia arrecadou R$ 9,35 milhões . Os dados mais recentes da comScore também indicam uma queda acentuada do público. Entre os dias 7 e 10 de abril, para tomar como base, 1.759.667 pessoas foram ao cinema contra 1.482.699 neste fim de semana.
Na sequência do top 10, "Zootopia" continua agradando aos brasileiros e se manteve mais uma semana na 3º posição da lista, com R$ 1,88 milhão arrecadado e 135.283 ingressos vendidos. 
Eterno líder espartano de "300", Gerard Butler conseguiu atrair 96.148 pessoas para assistirem à "Invasão a Londres", que subiu uma posição em comparação à semana anterior, com R$ 1,55 milhão.
Em 5º lugar, o projeto ambicioso e elogiado de J. J, Abrams, "Cloverfield, 10", ainda chama a atenção. Neste fim de semana, o filme arrecadou 971.324 em 62.732 ingressos vendidos. 
A comédia "Deus Não Está Morto 2" é a próxima da lista, com R$ 750.756 arrecadados e 52.928 ingressos vendidos.
Menores, as outras produções estreantes não tiveram tanto destaque nas bilheterias. O nacional "O Escaravelho do Diabo", baseado no livro da coleção "Vaga-Lume", ficou na 7ª posição da lista, com R$ 639, 2 mil nas bilheterias.
"Ave, César", projeto dos irmãos Coen, "Mente Crimonosa", estrelando Kevin Costner, Ryan Reynolds e Gary Oldman, e "Truman", novo filme do argentino Ricardo Darin, completam a sequência.

Leia trecho de "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", de Martha Batalha

  • Divulgação
    Capa do livro "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", de Marta Batalha
    Capa do livro "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", de Marta Batalha
Leia a seguir o início do primeiro capítulo de "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", de Martha Batalha, que sai pela Companhia das Letras em abril.
Quando Eurídice Gusmão se casou com Antenor Campelo as saudades que sentia da irmã já tinham se dissipado. Ela já era capaz de manter o sorriso quando ouvia algo engraçado, e podia ler duas páginas de um livro sem levantar a cabeça para pensar onde Guida estaria naquele momento. É verdade que continuava a busca, conferindo nas ruas os rostos femininos, e uma vez teve a certeza de ter visto Guida num bonde rumo a Vila Isabel. Depois essa certeza passou, como todas as outras que teve até então. 
Por que Eurídice e Antenor se casaram ninguém sabe ao certo. Alguns acreditam que as bodas se consumaram porque José Salviano e Manuel da Costa já estavam comprometidos. Outros apontam a doença da tia de Antenor como responsável pela união, já que agora ela não podia mais lavar as roupas do sobrinho com o sabão especial de lavanda, ou preparar a canja de galinha com pedaços transparentes de cebola, porque se Nonô apreciava o gosto de cebola detestava a sua textura, sendo um único pedaço camuflado no feijão capaz de lhe deixar com engulhos e arrotos por uma longa tarde regada a Alka-Seltzer. Há ainda aqueles que acreditam que Eurídice e Antenor de fato se apaixonaram, e que essa paixão durou os três minutos de uma dança a dois num baile de máscaras do Clube Naval.
A questão é que se casaram, com igreja lotada e recepção na casa da noiva. Duzentos bolinhos de bacalhau, dois engradados de cerveja e uma garrafa de champanhe para o brinde na hora do bolo. Um vizinho professor de violino se ofereceu para tocar na festa. Cadeiras foram empurradas contra a parede, para
os casais dançarem uma valsa.
Não havia muitas moças na festa, porque Eurídice não tinha amigas. Havia duas tias não muito velhas, uma vizinha não muito vistosa, uma outra não muito simpática. A jovem mais bonita estava na imagem do único porta-retratos da sala.
"Quem é a moça da foto?", perguntou um amigo do noivo.
Antenor cutucou o amigo, disse que aqueles não eram modos. O moço ficou sem graça, olhou para os lados, olhou para o copo na mão. Deixou a cerveja na mesa e foi para a outra ponta da sala.
Foi uma cerimônia simples, seguida por uma festa simples, e por uma lua de mel complicada. O lençol não ficou sujo, e Antenor se indignou.
"Por onde raios você andou?"
"Eu não andei por canto algum."
"Ah, andou, mulher."
"Não, não andei."
"Não me venha com desculpas, você sabe muito bem o que deveríamos ter visto aqui."
"Sim, eu sei, minha irmã me explicou."
"Vagabunda. Eu me casei com uma vagabunda."
"Não fale assim, Antenor."
"Pois falo e repito. Vagabunda, vagabunda, vagabunda."
Sozinha na cama, corpo escondido sob o cobertor, Eurídice chorava baixinho pelos vagabunda que ouviu, pelos vagabunda que a rua inteira ouviu. E porque tinha doído, primeiro entre as pernas e depois no coração.
Nas semanas seguintes a coisa acalmou, e Antenor achou que não precisava devolver a mulher. Ela sabia desaparecer com os pedaços de cebola, lavava e passava muito bem, falava pouco e tinha um traseiro bonito. Além do mais, o incidente da noite de núpcias serviu para deixá-lo mais alto, fazendo com que precisasse baixar a cabeça ao se dirigir à esposa. Lá de baixo Eurídice aceitava. Ela sempre achou que não valia muito. Ninguém vale muito quando diz ao moço do censo que no campo profissão ele deve escrever as palavras "Do lar".
Cecília veio ao mundo nove meses e dois dias depois das bodas. Era uma bebê risonha e gordinha, recebida com festa pela família, que repetia: É linda! 
Afonso veio ao mundo no ano seguinte. Era um bebê risonho e gordinho, recebido com festa pela família, que repetia: É homem!
Responsável pelo aumento de cem por cento do núcleo em menos de dois anos, Eurídice achou que era hora de se aposentar da parte física de seus deveres matrimoniais. Tentou explicar a decisão para Antenor, através de umas indisposições que passou a ter, nas horas soltas das manhãs de sábado e naqueles momentos
escuros, depois das nove da noite. Mas Antenor não queria saber de não me toques. Ele era um homem de hábitos e de rotinas, como aquela que envolvia achegar-se à camisola da mulher e afundar o nariz no macio do pescoço branco. Eurídice então se fez ouvir de outras formas. Ganhou um monte de quilos que
falavam por si, e gritavam para Antenor se afastar.
Ela emendava o café da manhã no lanche das dez, o almoço no lanche das quatro e o jantar na ceia das nove. Intervalos eram preenchidos com as sobras de papinhas e as provas de comida, para saber se tinha muito ou pouco sal, muito ou pouco açúcar, muito ou pouco gosto. Ganhou três queixos, essa Eurídice. Parece que seus olhos diminuíram, e seus cabelos não eram suficientes para emoldurar tantas feições. Quando viu que estava no ponto, que era o ponto de fazer o marido nunca mais se aproximar, adotou formas saudáveis de alimentação. Fazia dieta nas manhãs de segunda-feira e no intervalo entre as refeições.
O peso de Eurídice se estabilizou, bem como a rotina da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os filhos saíam para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da sua uma vida infeliz. Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para a escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as camas, regar as plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes?
Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe dessem cálculos elaborados ela projetaria pontes. Se lhe dessem um laboratório ela inventaria vacinas. Se lhe dessem páginas brancas ela escreveria clássicos.

Recusada no Brasil, escritora atraiu estrangeiros e produtor de cinema

  • Zô Guimaraes/Folhapress
    A escritora Martha Batalha
    A escritora Martha Batalha
Publicar o primeiro livro é um desafio para um escritor estreante, e em tempos de recessão econômica pode se tornar uma missão impossível. Esse teria sido o destino da escritora Martha Batalha, não fosse por um detalhe: "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", sua primeira obra, chamou a atenção de diversas editoras no exterior e teve os direitos comprados para o cinema. Tudo isso antes mesmo de ser publicado no Brasil, onde foi recusado pelos grandes grupos editoriais até ser adquirido pela pequena Companhia Editora Nacional e, mais tarde, passar à Companhia das Letras, que acaba de enviá-lo às livrarias.
"O livro demorou muito tempo para ser aceito no mercado brasileiro. E acho que a culpa não foi do mercado. No ano passado, como esse ano também, o mercado editorial estava em uma super-crise. A maior parte das editoras não estava aceitando novos autores, estava todo mundo tentando se segurar", conta ela, explicando que o corte de gastos do governo teve um grande impacto nas editoras, que têm no poder público um de seus maiores compradores.
Martha, 42, fala com conhecimento de causa: jornalista, ela abandonou as redações em 2003 para fundar a editora Desiderata, responsável por publicar a antologia do jornal satírico "Pasquim" e os livros de seus antigos colaboradores, como Millôr Fernandes, Jaguar e Ivan Lessa. No final de 2007, a editora foi vendida para o grupo Ediouro e Martha mudou-se para os Estados Unidos para cursar um mestrado em editoração e recomeçar a vida ao lado do atual marido, porto-riquenho.
Seu sucesso contou com a ajuda de outra profissional experiente, a agente Luciana Villas-Boas, da Villas-Boas & Moss, nome de peso na representação de autores brasileiros. Em meio à rejeição das editoras nacionais, foi ela quem começou a oferecer o livro para casas estrangeiras e fechou o primeiro negócio com a alemã Sührkamp, que fez uma proposta acima do valor de mercado para evitar que o livro fosse a leilão (prática conhecida no mercado editorial como "pre-empt offer"). Em outubro de 2015, veio a Feira do Livro de Frankfurt, e o interesse internacional aumentou: até agora, "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão" já foi vendido para dez países, incluindo Alemanha, Itália, Portugal, França e Holanda.
Divulgação
Capa do livro "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", de Marta Batalha
Cinema
Antes de Frankfurt, Luciana também já havia conseguido um contrato de adaptação para o cinema. Ela ligou para o produtor Rodrigo Teixeira, um dos expoentes do cinema nacional,conhecido por seu grande interesse em adaptar livros para as telas, e disse que tinha uma obra especial para ele avaliar. Rodrigo leu, se interessou e a adaptação já está em desenvolvimento, com direção de Karim Aïnouz ("Praia do Futuro") e filmagens previstas para o início de 2017.
"O livro me interessou porque é muito próximo a situações que eu conheço", conta o produtor. Com a trama estendendo-se dos anos 1940 ao início dos anos 1960, "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão" narra as histórias de duas irmãs de classe média no Rio de Janeiro, Eurídice e Guida, em meio às condições adversas que a sociedade reservava às mulheres na época.
"Eu vi mulheres muito parecidas com elas. Tias, avós, pessoas próximas à minha mãe, que tiveram realidades similares ao que essas mulheres viveram", completa Rodrigo. Sobre a escolha de Karim, ele diz que, assim como ele próprio, o cineasta viveu em uma família de mulheres e se "sensibiliza mais com esse tema da condição da mulher". "Foi uma coincidência até trágica, porque a mãe dele vinha de uma fase muito doente, ele leu esse livro, se apaixonou por ele, e a mãe dele morreu logo depois", conta.
Reviravoltas
Em meio às reviravoltas, o livro acabou também mudando de mãos no Brasil. "A editora que estava trabalhando comigo [na Companhia Editora Nacional] foi demitida, também por causa da crise. Aí eu conversei com a Luciana e disse que não tinha segurança para continuar lá", conta Martha.
A esta altura, a carreira internacional do livro já havia chamado a atenção da Companhia das Letras. "Eu me interessei ouvindo o resumo entusiasmado da Luciana Villas-Boas, e especialmente pela temática feminista", conta Sofia Mariutti, editora do livro na Companhia das Letras. "Acho que o livro chama a atenção por ter uma estrutura tão sólida, e também por trazer algumas curiosidades e reconstruir a história do Brasil do fim do século 19 e do começo do 20", acredita.
Para Martha, este também foi um dos motivos que fez com que tantas editoras internacionais se interessassem por seu trabalho. "Quando eu procurei a Luciana para me representar, disse que queria muito ser lida no Brasil. E a maior das ironias foi que eu fiz uma história que é absolutamente local, e que está fascinando os editores estrangeiros. Acho que justamente porque eles têm muita curiosidade de saber como é o local no Brasil, como é o dia a dia aqui", acredita a escritora. "Mas em momento nenhum escrevi essa história pensando no público estrangeiro".
Jorge Luna/Divulgação
Feminismo
Além do retrato de um Rio de Janeiro de outra época, uma das características mais marcantes do livro de Martha é um sutil ponto de vista feminista, que desde as primeiras páginas aponta com ironia e humor como a mulher era (e continua sendo) submetida a condições absurdas, independentemente da situação econômica.
"Eu sou uma pessoa muito indignada com todas as injustiças --do Brasil, do dia a dia, de classe social, de tudo. Quando fui escrever, entendi que tinha que escrever sobre as injustiças que eu mais conhecia, que é essa injustiça que a gente vê acontecer o tempo todo e às vezes nem percebe, essa questão das mulheres. Eu sou uma mulher de classe média, de uma família tradicional do Rio de Janeiro, da Tijuca. Essa é a minha perspectiva, acho que tenho que escrever sobre essas coisas.", explica a autora.
A editora do livro, Sofia Mariutti, também ressalta esta característica da obra. "O livro bateu na porta no momento perfeito, com as narrativas feministas ganhando tanta força no Brasil", diz. "Acho que ainda falta olhar para a nossa história e recriá-la com o olhar das mulheres de hoje. A Martha foi atrás de pesquisar e recriar as histórias das nossas avós. Não eram tantas que escreviam naquela época e que podiam contar sua versão das coisas, então é quase um dever das mulheres de hoje recontar essas histórias".
Segundo Martha, a ideia para o livro, além de inspirada por histórias de sua família, veio de uma hipótese: "Fiquei imaginando o que aconteceria com uma mulher brilhante se ela nascesse nesse tempo e nesse lugar. Na verdade, é algo que aconteceu muito, de você ter mulheres perfeitamente capazes e com energia para produzir e que não puderam se realizar naquela época". É o caso de Eurídice, mulher inteligentíssima confinada em um casamento que não é mau, mas também não lhe permite realizar suas aspirações --sejam elas na cozinha, na costura ou na literatura. 
Essa hipótese levantada por Martha liga "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão" a uma linhagem de escritoras que trataram da mesma questão no passado, de Virginia Woolf e Clarice Lispector a, mais recentemente, a italiana Elena Ferrante. Mas essas são apenas algumas das influências de Martha. "O que Virginia Woolf fala sobre as mulheres na literatura [no livro 'Um Teto Todo Seu'] é um clássico. Mas a Elena Ferrante eu li depois que meu livro estava pronto e fiquei impressionada com como as histórias se parecem. Mas como influência, em termos de estilo, acho que tem muito do Gabriel García Marquez, essa coisa de ter muitas histórias para contar. E tem outros autores que me influenciaram muito nos últimos anos, como o Jonathan Franzen --pelo pragmatismo dele de escrever--, a Alice Munro, a Jhumpa Lahiri... A trajetória das duas irmãs no livro tem muito de 'Razão e Sensibilidade', da Jane Austen".
O livro de Martha chega em um momento em que o mercado editorial parece se abrir para tirar a literatura feita por e sobre mulheres do nicho em que a havia colocado, vendendo apenas os autores homens como "universais". Exemplo disso são os dois prêmios Nobel concedidos a mulheres nos últimos três anos --Alice Munro e Svetlana Alexievich. No Brasil, A Flip, principal evento literário do país, terá novamente uma mulher homenageada depois de 11 anos --a poeta Ana Cristina César.
"É uma injustiça danada. Philip Roth é universal, Paul Auster é universal, mas Elena Ferrante escreve para mulher", aponta Martha. "Se você for ver, o número de mulheres que ganharam o prêmio Nobel é mínimo. Acho que o mercado é muito masculino nesse sentido. Mas uma coisa é certa: a maioria dos leitores é mulher, no Brasil e no mundo todo. Acredito que o tempo vai colocar todo mundo no lugar certo. Acho que está mudando".
Sofia Mariutti concorda. "Esse movimento não é organizado, mas é inevitável. As editoras se atentam aos temas que estão movimentando as pessoas, então não dá mais para fugir do feminismo. E o nosso papel nessa hora como mulheres é usar o nosso crivo para filtrar o que tem de bom. Eu tenho lido quase só livros de mulheres, mas isso não quer dizer que só por ser mulher ou ter mulher como protagonista vai ser publicada, precisa ter excelência", opina.
Rodrigo Teixeira também acredita que há espaço para histórias sobre mulheres no cinema, coisa que a indústria americana já explora há algum tempo, com filmes como "As Horas", "Tomates Verdes Fritos", "Thelma & Louise", "Carol" etc. "Tanto tem espaço que esses filmes todos tiveram alguma representatividade no Brasil. Acho que existe uma preguiça muito grande de se apostar em novos gêneros no Brasil, falta investir em outros caminhos, e esse é um caminho que eu acredito. No cinema americano foi um super-sucesso. É só ter coragem de pegar essa história para acontecer", conclui.
Enquanto a adaptação cinematográfica de "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão" não sai, Martha já está finalizando um segundo livro, que também deve ter uma pitada de feminismo. "São cem anos de uma família que mora em Ipanema, e na verdade é uma metáfora para a classe média brasileira. O livro começa com a construção de um castelo que de fato foi construído em Ipanema em 1904, e o que acontecia nesse castelo", conta. "E também tem uma empregada que tem uma relação interessante com a protagonista. Porque, se você vai escrever literatura e quer que o público brasileiro se identifique, você tem que falar sobre a questão das empregadas domésticas, sobre esse tipo de coisa".

quinta-feira, 17 de março de 2016

"Não existe mais censura, as minorias que não tinham voz", diz pesquisadora

Os anos da ditadura militar no Brasil foram marcados pela censura na imprensa e arte, e também em um gênero de cinema que flertava com os "maus costumes" como a pornochanchada. Um tipo de comédia erótica popular nos anos 1960 e 1970 que, diferentemente do que nome sugere, não continha sexo explícito. A instalação "Prazeres Proibidos", exposta no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, traz exemplos dos curiosos critérios para cortes nas pornochanchadas, além de discutir o legado que o período de censura do Estado deixou até os dias de hoje no Brasil.
A criadora do projeto, a cineasta e artista visual Fernanda Pessoa, defende que a instalação também tem o papel de questionar o uso atual do termo "censura", muito empregado hoje em dia para contestar protestos de minorias.
"Não existe mais censura, as minorias é que antes não tinham voz", disse Fernanda Pessoa ao UOL. "Muitos desses filmes da pornochanchada têm uma visão muito machista. Se eles saíssem hoje em dia eles seriam vistos como machistas e certamente haveria protestos. Isso que muitos chamam de 'patrulha' nada mais é do que esses grupos antes silenciados, como negros, homossexuais e mulheres, exercendo seu direito de liberdade de expressão e dizendo que não aceitam algo. Esses protestos não são censura, são justamente resultado do fim da censura."
A instalação, criada a partir de uma pesquisa de quatro anos que envolveu 150 filmes e mais de 400 pareceres de censura, é composta por três espaços. Em um corredor inicial, um projetor mostra a sombra do visitante contra uma parede branca. Em seguida, uma sala traz diversos gabinetes com documentos de censura iluminados, que mostram particularidades curiosas do que os censores escolheram cortar. Um último ambiente apresenta em loop uma seleção de trechos de filmes que foram cortados a pedido dos censores.
O Kama Sutra da censura
Ler hoje os pareceres da censura é como montar um quebra-cabeças tentando entender os critérios do que é censurado, encontrando alguns momentos de humor inadvertido. O censor de "A Ilha dos Prazeres Proibidos", por exemplo, por algum motivo mandou retirar das cenas de sexo especificamente os planos em que mulher ficava sobre o homem. "Retirar a tomada em que Sérgio deitado sobre Ana e a coloca por cima" e "retirar a tomada seguinte, que apresenta Ana montada sobre Sérgio", escreveu.
"Dependia muito do censor, alguns censores se apegavam mais no palavrão, têm outros que é mais na simulação do sexo, ou na nudez feminina," explica Fernanda. "A simulação de sexo tinha limites. Podia mostrar se o casal estava de longe, mas um plano muito próximo não podia, alguns enquadramentos eles também não aceitavam. Mas coisas que sempre eram censuradas eram palavrões e piadas de duplo sentido. Outra coisa que encontrei muito em documentos era corte de cenas de urinar na rua. Você percebe uma mentalidade de 'o brasileiro é muito burro para entender, se ele ver algo no cinema ele vai querer fazer'. Uma ideia de arte para ensinar, uma arte moralizadora."
Fernanda diz que parte dessa variação entre os critérios vinha do fato de que muitos censores eram na verdade funcionários públicos originários de funções que nada tinham a ver com arte.
"Quando o departamento de censura foi para Brasília, houve uma falta de pessoal. Então relocaram para ser censor pessoas de posições do Ministério da Agricultura, por exemplo. Eles passavam por um cursinho de como ser censor com várias matérias, como psicologia, filosofia, técnicas de cinema. Uma das matérias era segurança nacional, para tentar identificar se os cineastas estavam tentando colocar mensagens subliminares subversivas ou comunistas nos filmes."
O "jeitinho" para burlar a censura
Conforme a década de 1970 avançava, os produtores e diretores de filmes de pornochanchada testavam os limites, e usavam alguns artifícios para tentar dar um jeitinho de burlar a censura.
"Uma tática que usavam muito era filmar um plano muito ousado já sabendo que aquele plano seria censurado," conta Fernanda. "Tinham assim uma moeda de troca na negociação para que outras cenas permanecessem. Mas às vezes, um plano desses feito para ser cortado acabava passando, e os filmes iam cada vez mais longe."
Outra estratégia usada era o chamado "voz out", que é cortar o som de um palavrão proibido, mas manter em cena o ator claramente pronunciando a palavra, para que ela fosse compreendida pelo público. Isso acabava fazendo com que a tentativa de censurar saísse pela culatra, já que chamava mais a atenção do que se o ator tivesse dito a palavra "vulgar" em voz alta.
"Tem um filme chamado 'Os Mansos' que tem entre suas histórias uma que queriam chamar de 'A Bunda de Ouro', sobre um sujeito obcecado por bundas", conta Fernanda. "Mas a censura disse que não podia ter 'bunda' no título, aí trocaram para 'A B... de Ouro', que ficou parecendo que era algo pior ainda. Em uma cena o ator está sobre um oásis de areia e grita 'buuunda' sem som nenhum porque mandaram cortar, o que acabou chamando mais atenção também."
De censura moral para a censura política
Os anos 1980 selaram o fim da pornochanchada com a chegada dos filmes de sexo explícito. Tudo começou com o curioso caso de um adolescente entrando em uma sessão prévia do cinema para ver um filme "impróprio", o japonês "O Império dos Sentidos". O adolescente era Paulo Abi-Ackel, atual deputado do PSDB, filho do ministro da justiça da época, Ibrahim Abi-Ackel. No escândalo subsequente, foram criadas salas especiais para os filmes de sexo explícito.
"O primeiro filme brasileiro de sexo explícito dessa época foi o 'Coisas Eróticas', com uma bilheteria gigante. Os exibidores começaram a ter uma demanda por esse tipo de filme, mas também perceberam que era mais barato comprar os filmes americanos para serem exibidos," diz Fernanda. "Então pararam de ter interesse em financiar filmes que só tinham simulação de sexo, acabando de um dia para outro com a pornochanchada. E muitos produtores da Boca do Lixo migraram para o sexo explícito."
"Quando criam os cinemas especiais, a questão moral e sexual passou a ser menos censurada, já que conseguiram colocar todos os filmes de sexo em um lugar isolado, longe da 'Família Brasileira'", diz Fernanda. "A preocupação da censura passa a ser maior na questão política. Em 1982, por exemplo, foi lançado o 'Pra Frente, Brasil', um filme que mostra tortura e que foi muito perseguido".
O legado atual da censura
Para a cineasta, o período de censura durante a ditadura militar traz reflexos até hoje para o país. "A autocensura foi algo que sobreviveu desse período. Nos jornais a partir de determinado momento não havia um censor presente, mas eles sabiam que não podiam falar sobre um determinado assunto polêmico, portanto nem o abordavam. E isso transformou diversos temas em tabus. Até hoje têm assuntos sobre a própria ditadura sobre os quais não se fala, apesar da anistia."
Fernanda diz que por essa autocensura encontrou dificuldade para financiar o seu longa, "Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava", uma releitura histórica dos anos 1970 a partir de imagens de filmes da pornochanchada, e que está sendo finalizado. "O longa fala sobre ditadura e pornochanchada, e por isso foi muito difícil. O projeto estava aprovado no Proac ICMS [programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo] e apresentei ele para muitas empresas. A maioria delas achava o projeto legal, criativo, bacana, mas respondia que a política da empresa era não patrocinar nada que se relacionasse a assuntos políticos. O MIS foi o primeiro a realmente apostar na minha proposta sobre dois assuntos que ainda são tabu na nossa história: a ditadura militar e a pornochanchada".
Outro reflexo dessa época, para a cineasta, é a própria classificação indicativa dos filmes, que existe até hoje. "Nos anos 1980 os filmes foram reexaminados para terem o certificado de censura para TV. Além de indicar cortes, eles decidiram a classificação indicativa, que antes existia apenas para os filmes do cinema. Até hoje o STF discute o quanto a classificação indicativa ainda é uma censura, uma reflexão que eu queria provocar no visitante da exposição."
Serviço:
Prazeres Proibidos
Quando: até 27 de março, ter. a sex.: 10h às 20h; sáb.: 9h às 21h; dom. e feriados: 11h às 19h
Onde: MIS (Museu da Imagem e do Som) - Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo - SP
Quanto: Gratuito
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos

Com Jesus coadjuvante, filme bíblico "Ressurreição" discute o perdão

Quando se trata de retratar Jesus no cinema, o que em geral se faz é ressaltar duas de suas imagens míticas mais poderosas: a do mártir e a do super-herói que anda sobre as águas, multiplica pães e peixes, ressuscita mortos e cura os leprosos.
Mas chega aos cinemas nacionais nesta quinta (17) "Ressurreição", com Joseph Fiennes e Cliff Curtis. O filme narra uma passagem da Bíblia pouco explorada no cinema: as três aparições de Cristo após sua crucificação.
Fiennes interpreta Clavius, o comandante do esquadrão de extermínio do Império Romano responsável pela morte do Nazareno. Sua vida e suas convicções, no entanto, mudam completamente quando ele começa a investigar o desaparecimento do corpo de Jesus e descobre que o messias está vivo. A figura de Jesus Cristo (Curtis), no entanto, é sempre mostrada à distância. O personagem quase não tem diálogos. 
"Acho que isto [filmar Jesus de longe] tem a ver com o sentido último da fé. Afinal, o quanto precisamos estar perto e testemunhar para termos fé? Algumas pessoas irão querer ver cada detalhe para acreditar. Outras só precisam de uma imagem de relance…", diz Fiennes.
Outro detalhe importante: Cristo, neste filme, é um coadjuvante, já que a história se centra na figura de Clavius, o romano incrédulo, e em sua transformação em homem de fé.
"A discussão sobre fé, sobre perdão, sobre ter uma segunda chance é algo que fala com nós todos. E Clavius fazia parte do esquadrão da morte responsável por matar Jesus Cristo. Não apenas seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele se encontra com o cara de novo, mas ele conclui que o perdão é não apenas uma parte importante da humanidade, mas também um processo de evolução. A maioria das histórias bíblicas nos reconecta com o que somos", completa o ator.
Cliff Curtis, o Jesus, diz que este filme é sobre Clavius, o romano. Apesar disso, a presença de Jesus no filme é intensa. E grande parte disso se dá devido ao trabalho do próprio Curtis. Além se não ser o típico caucasiano que costuma dar vida ao Messias no cinema, o ator contou à reportagem do UOL que durante seu processo criativo tentou viver como Cristo.
"Meditei muito e fiz um voto de silêncio. Fiquei vivendo sozinho por um mês, não falei com o diretor, nem com os outros atores. Foi lindo. Eu falo demais normalmente", disse.
A reportagem então perguntou: após sua vivência como Jesus Cristo, o que o nazareno diria aos pastores que usam seu nome para conseguir dinheiro de fieis, como acontece tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos?
"Eu não sei o que ele diria, mas acho que está tudo nas escrituras, na parte em que ele entra no templo e vira as mesas [dos fariseus]. Esse filme mostra a trajetória desse soldado romano, que está sempre querendo mais. Mais dinheiro, mais poder. Mas o que ele não tem? Paz. E Jesus aparece para lhe dar paz. Então, essa é a mensagem desse filme. Ser menos egoísta com o objetivo de ajudarmos a nós mesmos."
O que os atores diriam, então, se encontrassem Jesus?
O que eu gosto neste filme é que Clavius confronta este homem [Jesus] de um forma muito humilde. Ele não sabe o que perguntar… Acho que comigo seria mais ou menos o mesmo. Eu adoraria encontrá-lo, mas no momento do encontro eu ficaria tão estupefato que não saberia o que dizer.
Joseph Fiennes
Eu não tenho nada a perguntar, porque tudo que devia ser dito está na escritura. E essas questões até hoje estão sendo discutidas. Não é uma questão se se perguntar, mas de se ouvir.
Cliff Curtis

quarta-feira, 2 de março de 2016

HBO lança no Brasil neste ano serviço de vídeo concorrente da Netflix

O diretor-executivo da HBO, Richard Plepler, anunciou hoje (2) que o HBO Now, serviço de vídeo por streaming similar à Netflix, será lançado no Brasil neste ano. O serviço permitirá ao telespectador assinar apenas a HBO e receber o conteúdo da programadora via internet, sem passar por operadoras de TV paga. Pepler não informou quando o HBO Now chegará ao país nem quanto custará. Nos Estados Unidos, a assinatura é de US$ 15 (R$ 58). Lançado em abril do ano passado, o HBO Now tem mais de 800 mil assinantes.
A notícia foi dada na conferência Morgan Stanley Technology, Media & Telecom, realizada em San Francisco (Califórnia). Além do Brasil, a Argentina também receberá a novidade. Colômbia e México já têm. 
O objetivo da HBO é atingir a curto prazo de 12 a 15 milhões de assinantes. "Nós começamos muito, muito bem", comentou Plepler na conferência. "E temos um longo caminho a percorrer. Estamos apenas começando".
De acordo com o executivo, risco de os telespectadores cancelarem a TV paga para se tornarem assinantes apenas do HBO Now é quase zero. Segundo ele, somente 1% dos norte-americanos que compraram o HBO Now cancelaram a TV por assinatura. A maioria dos novos clientes não tinha HBO na TV paga.
O HBO Now é uma contraofensiva à Netflix, que entre os norte-americanos tem mais assinantes do que a HBO. As duas empresas batem de frente desde que a Netflix entrou no ramo de produção de séries, em 2013, ganhando evidência com House of Cards. Na época, Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, disse que a meta da empresa era "virar a HBO antes do que a HBO vire a gente".


Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/hbo-lanca-no-brasil-neste-ano-servico-de-video-concorrente-da-netflix-10612#ixzz41nCHxUn2 
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domingo, 10 de janeiro de 2016

Sexto livro de "Game of Thrones" não sairá antes de nova temporada da série

  • Kevin Winter/AFP
    O escritor George R.R. Martin durante a San Diego Comic Con 2014
    O escritor George R.R. Martin durante a San Diego Comic Con 2014
George. R.R. Martin, o autor dos livros de "As Crônicas de Gelo e Fogo", que inspiraram a série de TV "Game of Thrones", revelou em seu blog que o sexto livro da saga não será publicado antes da estreia da sexta temporada da produção da HBO.
Em post publicado neste sábado (2) ele contou que "The Winds of Winter" não está pronto, e afirmou que está mais decepcionado do que os fãs.
"Você está decepcionado, e não está sozinho. Meus editores estão decepcionados, a HBO está decepcionada, meus agentes e editoras estrangeiras estão decepcionados... Mas ninguém possivelmente poderia estar mais decepcionado do que eu. Há meses que o que eu mais quero é poder dizer 'Eu terminei e entreguei The Winds of Winter antes do último dia de 2015'", escreveu Martin.
Segundo o autor, ele já escreveu centenas de páginas e dúzias de capítulos, mas ainda há muito para terminar, o que deve demorar alguns meses. Ou seja: o livro não chegará às livrarias antes da segunda metade de abril, quando a HBO começa a exibir a sexta temporada de "Game of Thrones".
Para que isso pudesse acontecer, Martin deveria ter entregado o manuscrito da obra até o fim de 2015, o que, segundo ele, não foi possível porque o processo de escrita não ocorreu como ele esperava.
Martin também afirmou que não se deu um novo prazo e que o livro "estará pronto quando ficar pronto".
Sobre os fãs preocupados que a série de TV tenha spoilers da trama de "The Winds of Winter", o autor disse que isso vai acontecer em alguns momentos, e que fica a critério dos leitores e espectadores escolher como lidar com essa situação, mas que as duas obras vão continuar a divergir em alguns pontos, como já aconteceu no passado.

País que de regime presidencialista passou a monarquista



Feliz ano novo! Um ano novo feliz!
Feliz? Estamos no mês do regime (não dá para ser feliz fazendo regime), mas nosso regime não é por que extrapolamos nas festas de fim de ano, nosso regime é para pagar os impostos que vem por aí. IPVA, IPTU, material escolar, duas colheres de arroz, uma de feijão e uma saladinha para acompanhar. Carne? Carne nem pensar! Melhor pagar o IPVA! É tanto imposto que temos que escolher: Ou a gente paga ou come.

Sabe o que é pior em 2016?
Em 2016 teremos 366 dias.

E o Tiririca um dia disse: “Pior do que ta não fica!”... Ah, se ele soubesse! Ah, se ele soubesse! Por isso que eu sempre digo: “Nunca duvide da capacidade de destruição do ser humano.” Quando ele quer, ele consegue, não é senhora presidente?
Afinal, não há nada tão ruim que não possa piorar. Vindo do Itamarati da até medo. Com a capacidade de criar catástrofe da presidente logo ela vai ser chamada para dirigir o Estado Islâmico.

O governo da presidente Dilma é igual a programação da Record: Quando você acha que não dá para piorar, ela vem e te surpreende.

E a CPMF... Dizem que precisam da CPMF por que a saúde está um caos. Gente! O país esta um caos! O pior é que querem que a gente pague a conta. A presidente vive uma vida de rainha e manda a conta pro povo. Esse é o meu país! País que de regime presidencialista passou a monarquista, afinal a presidente Dilma é igual a rainha Vitória da Inglaterra: Só serve para fazer figuração e gastar dinheiro à toa (e como gasta dinheiro).

No Brasil é assim, o povo economiza para pagar uma carga tributária abusiva e para presidente gastar em Paris.
O Itamarati é ou não um verdadeiro paraíso?
Este é o governo socialista do PT; Tudo para mim, nada pra você!

Bem 2016 já começou, e promete, mas será muito difícil superar 2015. Afinal, 2015 foi o ano das mulheres sapiens, de saudar a mandioca e o milho, de tentar armazenar o ar, e das metas não cumpridas (mas qual era a meta mesmo?).

Que 2016 nos renda, muitas e muitas piadas e seja um ano de mudanças, afinal, o governo do PT começou com o Fome zero, depois passou para a Saúde zero, aí veio a Educação zero, o Emprego zero, e agora o que virá?


Fui!!! Até a semana que vem. Se não vier o programa crônica zero...

É mole! Estamos vivendo um momento histórico.




O velho já está se preparando para ir embora e o novo está quase para nascer... Ano novo, vida nova. Há! Há! Há! Pura ilusão, no Paraíso Itamarati é ano novo e vida... Vida? Nada muda pros lados do cerrado. O ano novo vem chegando e a presidente continua viajando, sumida. Nada faz! Nada diz! (Nada que beneficie o povo brasileiro).

Ao invés de pedirmos o impeachment, da presidente, devemos é exigir que ela trabalhe, e honre os votos que recebeu. O ano sabático (2015) acabou, agora é hora de ela trabalhar (para o bem da população que a elegeu).
O problema é que, se ela agir da mesma forma que discursa, aí sim ferrou!

Vamos acabar com o PT-arlamentarismo. Volta presidente! (Não acredito que estou dizendo isso) Fora Lula! Vamos pedir o impeachment do Lula! Há! Há! Há! Da pra pedir o impeachment do primeiro ministro que não existe, mas, que todos sabem que existe? (Que louco!)

Queremos o presidencialismo de volta, mesmo que para isso, a Dilma tem que voltar a ser a presidente do país. Se correr o bicho pega se ficar o bicho come.

Se os povos indígenas soubessem no que esse país iria se transformar, com certeza eles não deixariam os portugueses desembarcarem por aqui.

Estamos vivendo a história, daqui alguns anos nossos filhos e netos terão que responder nas provas de história:
Quem descobriu o Brasil? E depois; Quem destruiu o Brasil?

É mole! Estamos vivendo um momento histórico. O momento em que o país está sendo destruído.
A maior crise ética da política brasileira.
Há! Há! Há! No Brasil o sujo julga o mal lavado.
Como dizia Bezerra da Silva: Se gritar pega ladrão! Não fica um meu irmão!

Eu estava pensando, se a corrupção acabar o que faremos com a praça dos três poderes? Cercaremos e a transformaremos em presídio de segurança máxima?


Fui! Volto no ano que vem.